Autoapresentação Caísa Tibúrcio



Eu sou brasiliense, mãe de dois filhos, atuo como atriz, palhaça, diretora e produtora em coletivos e em trabalhos solos. Sou mestra em artes cênicas (2017) e bacharel em artes cênicas (2005) pela UnB.

Sempre tive a prática musical presenta na meus estudos e na minha formação como artista e por isso o meu trabalho no teatro é muito atrelado a investigação da musicalidade e da exploração de diferentes instrumentos musicais na cena. Estudei canto, acordeon na Escola de Música de Brasília, flauta transversal, pandeiro e percussão no Escola de Choro Raphael Rabello.

Meu primeiro trabalho teatral foi a direção do espetáculo “Presépio de Hilaridades Humanas” - uma adaptação da obra “A Pena e Lei” de Ariano Suassuna. O espetáculo foi criado a partir de um exercício da disciplina de Encenação no curso de graduação da UnB (2001). Com esse espetáculo rodados muitos estados do Brasil pelo projeto Palco Giratório em 2004 e tivemos a alegria de apresentar para Ariano Suassuna em Caruaru. Circulamos com uma equipe de 30 pessoas (atores, músicos, técnicos, pirotécnicos e produção) era um grupo enorme viajando... oh saudade!

Meu interesse em aprofundar a pesquisa em arte começou no PIBIC, na graduação, com a pesquisa “O corpo cênico entre os Karajás” (2006-2008). Essa pesquisa desembocou no projeto que criei junto com os Karajás da Ilha do Bananal/ TO, chamado: “Revitalização da arte de confecção de canoa, cestaria, cerâmica e indumentária ritual do povo Karajá/ Inÿ”, patrocinado pela Petrobrás em 2005.

Integrei por 4 anos o grupo de teatro de rua “Esquadrão da Vida”, um grupo que tem mais de 30 anos e foi fundado pelo mestre Ary Para-Raios. Trabalhei com outros diretores da cidade como João Antônio, Luciana Martuchelli, Hugo Rodas, fiz algumas coisas no cinema, back vocal em grupo de samba, rodas de choro, produção musical, saídas de palhaças, cabarés e por aí vai...

Atualmente, faço parte de um Coletivo teatral chamado CRIADOUROS e temos no repertório dois espetáculos. O primeiro é o “Achadouros – Teatro para bebês” que tem a direção de José Regino. A minha pesquisa no mestrado foi uma análise desse processo criativo e da musicalidade criada por nós. A dissertação chama-se: “Ressonância: silêncio, ruído e canção na dramaturgia musical de Achadouros”. Com esse espetáculo nós recebemos o Prêmio de melhor espetáculo infantil no Prêmio SESC Brasília 2015. Já realizamos mais de 100 apresentação, circulamos por muitos estados e centro culturais no Brasil (CCBB, Caixa Cultural, SESCs, BRB, Petrobrás e outros). O outro espetáculo do Coletivo é o “CRIA” que tem direção de Ana Flávia Garcia, com o qual apresentamos em em Festivais e recebemos os prêmios Sesc de 2018 (Melhor Cenografia, melhor dramaturgia, melhor iluminação).  No momento estamos realizando um intercâmbio virtual com o grupo Sobrevento de pesquisa e criação de vídeos explorando a linguagem de teatro de objetos. Site do nosso coletivo: https://www.criadouros.com

Tenho um núcleo de trabalho, o Casulo Teatro, em que desenvolvo minhas pesquisa e espetáculos solos. Iniciei com o espetáculo infantil “Sementes” criado em 2015 e com o qual circulei em diversos Festivais no Brasil e em Portugal. Depois em 2019 montei “Enlurada: uma epopeia sertaneja” em que exploro mais a relação da dramaturgia com a musicalidade. (site: https://www.casuloteatro.com). Esse espetáculo começou em uma disciplina cursada no mestrado, de metodologia de pesquisa ministrada pelo Marcus Motta em 2015. Depois de 4 anos revisitei esse material e montei com a direção cênica de Denis Camargo e a importante orientação na pesquisa de teatro de objetos da Sandra Vargas (Grupo Sobrevento/SP). Por meio desse espetáculo fiz uma circulação em Portugal no início 2020 e comecei um intercâmbio com o grupo português “UmColetivo” sobre a obra “O Silêncio”, um romance de Ruben A. (@dialogosdealcova)

Minha pesquisa no doutorado é sobre o processo criativo de um espetáculo solo de rua, em que exploro as possibilidades cênicas de uma bicicleta musical. É também uma investigação sobre o processo de construção de um aparelho cênico, de uma traquitana, uma quinquilharia, uma bugiganga sonora. A pesquisa se concentra na relação entre som e imagem principalmente a partir de duas figuras: os palhaços cantores e os excêntricos musicais. Vem também do desejo de experimentar diferentes recursos musicais na palhaçaria, com a/por meio da/de Ananica Patusca (nome da minha palhaça). Nasceu também desejo de investigar a vida e obra da compositora e maestra Chiquinha Gonzaga (1847-1935) e sua relação com os palhaços musicais e comicidade. Nesse link mostro um pouco sobre projeto de construção e pesquisa da bicicleta: https://youtu.be/xg1jLm_zHHE

Instagram: @caisatiburcio @criadouros 

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Teatro de Revista Contemporâneo

Roteiro diagramático

Integrantes da turma